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  • Humberto Amadori

TERCEIRA IDADE: Museu de Grandes Novidades

Atualizado: 2 de Jun de 2020

A criança não vê a hora de crescer. O adulto de voltar a infância. E o velho de voltar. Nunca estamos completamente satisfeitos com o que o tempo nos propõe.


Velho ou idoso?

Mais importante do que a simples escolha pela palavra mais acertada, é compreender o seu real significado. Assim, não confundamos velho com ultrapassado ou inválido. Velho é simplesmente aquele que existe há mais tempo. Mais tempo de vida e mais vida no tempo.


Melhor idade?

Para alguns, talvez. Diferente para todos, certamente.

Cada etapa do ciclo da vida com suas vantagens e desafios.

E a terceira idade também tem seus percalços e limitações.

Mas qual seria a alternativa?

TERCEIRA IDADE: MUSEU DE GRANDES NOVIDADES


Terapia anti-aging? Idade não é doença.

Sendo viver e envelhecer indissociáveis, o único anti-aging possível é antecipar o destino que não aspiramos.

O velho não é o oposto do novo, mas sua continuação. Ser mera conseqüência é pouco, porém. O velho deve e merece ser mais: EVOLUÇÃO.

Não deveríamos encarar a velhice com uma tentativa de aperfeiçoamento?


Aperfeiçoamento do EU.

O velho é aquele que tem mais experiência em se desconstruir e reconstruir. É o que mais errou e mais acertou. O velho amadurece a ponto de ser cada vez menos o outro e cada vez mais si mesmo. O novo quer ser outros, mas o eu verdadeiro é velho.

A VELHICE é o ápice do EU.


O novo não deve substituir o velho, nem suplantá-lo. Deve aprender a coexistir e já de antemão se conscientizar que - se tudo der certo – será velho um dia. Um envelhecimento bem sucedido começa na juventude. O novo deve abraçar seu EU-FUTURO e lutar por ele.


O velho é raiz e tronco, mais ainda pode ser flor e fruto. Nossa biografia não acaba aos sessenta, mas se consolida; a terceira idade carrega consigo respostas, mas também deve trazer novas perguntas. Vai além de saudades e antiguidades, pois também é época de ressignificar perdas e vislumbrar novas possibilidades. De entender que “ainda é tempo”.

E ao descobrirmos a terceira idade, possamos, orgulhosamente, edificar nosso museu de grandes novidades.


Humberto Amadori – médico geriatra

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